Fanatismos e suas consequências

fanatismoO Evangelho propõe o diálogo e o amor recíproco! O Papa Francisco nos convida a viver a cultura do encontro! No entanto eu vejo ao meu redor muito fanatismo!

E não existe só fanático religioso ou de futebol. São muitos e mais graves os fanatismos que nos rodeiam, fazendo de nós objetos de joguetes nas mãos de alheios, escravos das máquinas. O nosso ser gente, pessoa, com coração e sentimentos humanos para humanizar as relações, é substituído pela frieza da técnica cada vez mais ágil e cheia de surpresas. 

A civilização da máquina, dos computadores traz um ingrediente tremendamente perigoso, chamado fanatismo. Os relacionamentos entre pessoas acabam acontecendo online. O MSN, Twitter, whatsapp, blogs etc. vem substituindo o contato humano de coração a coração. 

O fanatismo tecnológico acaba com a vida de pessoas que necessitam de afeto, carinho, calor humano. Caminhamos para uma desumanização cada vez maior. O ser humano cercado de botões e automatismos perde o sentido profundo de ser gente; isso tem sabor de morte.

Outro fanatismo, não menos pior, é o fanatismo político. As comunidades marcadamente cristãs são levadas a viver, não só durante o pleito eleitoral, mas depois e por muito tempo, as chagas da divisão, do ódio, da inimizade.

A luta por partidos, a defesa ferrenha de candidatos, por puro fanatismo, como se fosse a única verdade, o único candidato verdadeiro e justo na face da terra, cria e continua criando verdadeiro clima de guerra. E tudo isso é de atualidade extrema!

Pessoas amigas, parentes e vizinhos já não se conhecem mais depois das eleições. Essa é a consequência mais forte e lamentável que fica na sociedade e na Igreja. Por mais cristão que seja, por mais abertura que se tenha, por mais liberdade que se promova, sempre fica a marca diabólica do fanatismo político sem razão e muito menos coração.

Na história da humanidade assistimos verdadeiras guerras promovidas pelo fanatismo religioso. E nos nossos dias somos expectadores do fanatismo muçulmanos.

Como entender hoje que, em nome de Deus, se deve matar ou morrer?

Diante deste quadro que poderia continuar a ladainha dos fanatismos, quero aqui recordar que fomos criados homens e mulheres à imagem e semelhança de Deus, para sermos livres, a fim de viver a vida na sua dimensão mais humana possível.

Por isso o resgate cada vez mais urgente do valor da pessoa, do humanismo cristão, que tem sua raiz no amor humano, no afeto, no carinho, no sentir o outro como gente, fará com que, na força do amor gratuito e generoso, que vem daquele que é o Amor, se viva a verdadeira vida.

Assim teremos um mundo onde a cultura da vida triunfará sobre a cultura da morte. Sem fanatismos, com a mente e o coração abertos, podemos começar a amar de verdade.

Dom Bernardino Marchió
Bispo Diocesano de Caruaru

 

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